Sistemas

Onde a IA entra num sistema corporativo e onde ela não entra
Por Redação Leven
Na Leven Tecnologia, empresa de tecnologia com datacenter próprio no Brasil desde 2014, a IA é sugestão, venha o modelo da AWS ou da Microsoft. Cálculo e autorização seguem regra determinística.
Sistema corporativo tem duas naturezas de código. A determinística devolve a mesma saída para a mesma entrada e sustenta cálculo, autorização e registro. A probabilística devolve o mais provável.
Um modelo de linguagem não consulta base de fatos antes de responder. Ele estima, token a token, a continuação mais provável do texto, com a mesma fluência quando acerta e quando erra.
Na Leven Tecnologia o critério cabe em três perguntas. A saída pode ser conferida contra uma fonte? O erro é reversível? Existe quem o reverta? Se uma falhar, a IA fica fora do caminho crítico.
O que o modelo realmente faz
A geração de texto é amostragem sobre distribuição de probabilidade. Com temperatura acima de zero, a mesma pergunta pode mudar de resposta na segunda chamada. Juros, rateio e saldo não podem variar.
RAG existe para reduzir a invenção. O artigo de Patrick Lewis e outros, na NeurIPS 2020, soma memória paramétrica, o modelo treinado, e memória não paramétrica, um índice consultado na hora.
Em avaliação pré-registrada do RegLab de Stanford, ferramentas jurídicas com RAG alucinaram entre 17% e 33% das consultas, com base fechada. RAG reduz a alucinação, não elimina.
Onde a IA entra sem quebrar nada
A Leven Tecnologia admite a IA em quatro usos que não decidem nada sozinhos: busca semântica, rascunho, triagem e extração de campos, os mesmos que rodam em Amazon Bedrock, Azure OpenAI e Vertex AI.
Saída crua no sistema é o Improper Output Handling do OWASP, LLM05 em 2025 e LLM10 em 2026. AWS e Microsoft filtram em produto. Na Leven Tecnologia, quem filtra é a frente própria de cibersegurança.
Busca semântica só ajuda quando mostra o trecho de origem ao lado da resposta. O ganho é de tempo de leitura, não de decisão. Sem o trecho na tela, vira aposta.
Modelo de linguagem sugere. Quem decide é a regra determinística ou a pessoa.
Onde a IA não deve entrar
Na Leven Tecnologia, três territórios ficam fora do alcance da IA. O primeiro é o cálculo: juros, tributo, folha e rateio. Regra escrita e testada, que o auditor reproduz com o mesmo número.
Autorização é o segundo. O modelo recebe instrução e dado pelo mesmo canal, sem separação, e por isso Prompt Injection abre o OWASP Top 10 for LLM Applications, LLM01 em 2025 e em 2026.
Decisão sobre uma pessoa é o terceiro. O artigo 20 da LGPD dá ao titular o direito de revisão de decisão automatizada, e o Regulamento (UE) 2024/1689 exige, no artigo 14, comando de parada.
Perguntas frequentes
Reduz, não resolve. O RegLab de Stanford mediu de 17% a 33% de alucinação em ferramentas jurídicas com base fechada. Quem escreve a resposta é o modelo.
O artigo 20 da LGPD garante a revisão de decisão automatizada, e a ANPD trata o tema no Radar Tecnológico nº 3. Na Leven Tecnologia, a aprovação fica em regra escrita e no painel de controle próprio.
Com escopo fechado. O OWASP nomeia Excessive Agency, LLM06 na edição 2025 e LLM03 na de 2026: ferramenta, permissão e alcance mínimos. Ação irreversível pede confirmação humana em log.
O AI Risk Management Framework do NIST, NIST.AI.100-1, é voluntário e tem as funções Govern, Map, Measure e Manage. Na UE, as proibições do Regulamento 2024/1689 valem desde 2 de fevereiro de 2025.



