Aplicativos

Quanto custa um aplicativo no Brasil em 2026: como o preço se forma
Por Redação Leven
O preço do aplicativo sai do tamanho funcional em pontos de função, método criado na IBM. A Leven Tecnologia cota desenvolvimento, QA, segurança, design e infraestrutura no mesmo contrato.
Três propostas para o mesmo aplicativo chegam com preços que não conversam: cada uma cotou um escopo diferente. O tamanho funcional medido torna as três comparáveis.
O comprador público resolveu a formação de preço por norma. O Roteiro de Métricas de Software do SISP, versão 3.0, sob a Portaria SGD/MGI 3.656, de 2026, define como medir e remunerar software.
A Análise de Pontos de Função, normalizada nas ISO/IEC 14143 e ISO/IEC 20926, é o instrumento do roteiro do SISP: mede o que o software faz e independe de metodologia e tecnologia.
Para onde vai o orçamento?
O roteiro do SISP abre o ciclo em dez processos da ABNT NBR ISO/IEC 12207, com 38 atividades. Requisitos das partes interessadas e arquitetura pesam 16% cada, sistema e projeto da solução, 11%.
Vinte das 38 atividades técnicas, 53%, acontecem antes da primeira linha de código. A implementação tem três atividades, 8%. Integração, verificação, transição e validação somam doze, 31%.
Proposta barata compra menos fases: o roteiro do SISP remunera só os macroprocessos contratados. A Leven Tecnologia mede o escopo antes do preço, do aplicativo simples ao ecossistema crítico.
iOS e Android custam o dobro?
Não, e existe percentual publicado. O roteiro do SISP conta a plataforma base, iOS da Apple ou Android do Google, pelo tamanho cheio. Na segunda, em desenvolvimento híbrido, aplica fator de 31%.
No nativo, com Xcode da Apple e Android Studio do Google, o fator da plataforma adicional sobe para 39%, porque entra a implementação. Nela só entram funções transacionais, nunca as de dados.
Teste, homologação e implantação não se compartilham entre a plataforma da Apple e a do Google, e às vezes exigem perfis distintos. A Leven Tecnologia conta as duas antes da proposta.
Escrever o código é 8% das atividades técnicas. O preço nasce nos outros 92%.
O que mudou o preço em 2026?
A hora de desenvolvimento é folha de pagamento, e a folha subiu. A Lei 14.973, de 2024, escalona a volta da contribuição patronal: 10% em 2026, 15% em 2027 e a alíquota cheia de 20% em 2028.
A Brasscom, em relatório de maio de 2026, cita José Pastore: os encargos passam de 100% do valor dos salários. De setembro de 2024 a dezembro de 2025, o TIC ganhou 125,4 mil profissionais.
No macrossetor de TIC, 88,5 mil entradas foram MEI ou PJ e 23,7 mil com carteira entre setembro de 2024 e dezembro de 2025. As vagas CLT caíram de 51,8 mil em 2024 para 31,4 mil em 2025.
Perguntas frequentes
Só depois de contar o tamanho. A mesma tela varia conforme o que faz com o dado. Peça a contagem em pontos de função e o valor unitário: com os dois, a faixa deixa de ser chute.
Na segunda plataforma, sim: o roteiro do SISP aplica 31% no híbrido contra 39% no nativo. A Leven Tecnologia decide pelo que o aplicativo faz com o aparelho: teste e homologação voltam na conta.
A Apple pede 99 dólares por ano no programa de desenvolvedor e o Google, 25 dólares uma vez. A partir de 31 de agosto de 2026, o Google Play só aceita aplicativo novo ou atualização no Android 16.
A LGPD não permite: o artigo 46, parágrafo 2º, exige segurança desde a concepção do produto até a execução. A ABNT NBR 17060, de outubro de 2022, traz 54 requisitos de acessibilidade para aplicativo.

